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Um estudo indica que uma mudança de dieta e estilo de vida pode elevar os níveis de uma enzima chamada telomerase. Essa enzima é fundamental para a conservação dos telômeros, extremos dos cromossomos responsáveis pela estabilidade estrutural das células da que controlam o envelhecimento. À medida que as células se dividem, os telômeros se cortam e os cromossomos se desestabilizam, o que leva ao envelhecimento e, finalmente, à morte. Ou seja, à medida que os telômeros se cortam, diminui a vida do indivíduo.

A telomerase repara e alarga os telômeros, sendo essencial para a manutenção do sistema imunológico. O encurtamento dos telômeros é um indicador do risco de doença e de morte prematura em muitos tipos de câncer, entre eles os de mama, próstata, intestino e pulmão.

Um estudo realizado no Instituto de Medicina Preventiva de Sausalito – Califórnia, em parceria com a Universidade da Califórnia, fez com que os voluntários da pesquisa se submetessem durante três dias a uma dieta com um teor de gorduras limitado a 10%, muito baixa em açúcares refinados e rica em alimentos integrais, frutas e hortaliças, complementada com vitaminas e azeite. Os participantes também fizeram um programa de exercícios aeróbicos e de respiração, além de praticarem técnicas de controle de estresse e relaxamento.

A variação das taxas de atividade de telomerase medida no início das pesquisas e três meses depois foi de 29%. Segundo os cientistas de Sausalito, as implicações de seu estudo não se limitam aos homens com câncer de próstata, mas a melhora na telomerase e dos telômeros devido à mudança de estilo de vida podem beneficiar também a população em geral.

Você já deve ter ouvido falar sobre os enormes benefícios da soja, não é? Esse grão, que é originário da China, faz um grande sucesso entre os adeptos do cardápio vegetariano, usado para substituir a carne como fonte de proteína nas refeições.

Além de um ótimo complemento para as refeições, a soja também traz alguns benefícios para a saúde. A soja é uma rica fonte de isoflavonas, que tem efeitos positivos principalmente para as mulheres. Estudos indicam que as isoflavonas podem reduzir os níveis de estradiol em cerca de 20%. Com o tempo, essa alteração ajudam a proteger o organismo feminino de tumores que dependem do estrógeno, como o câncer de mama. Além disso, outros estudos relacionam a soja com efeitos benéficos para a redução de problemas cardíacos, no alívio de efeitos da menopausa e osteoporose e na prevenção do mal de Alzheimer.

Mas não vá sair correndo e se entupir de soja! O ideal é consumir a soja com moderação, utilizando-a para complementar uma dieta balanceada. E, para ajudar, tente essa deliciosa receita:

Stroganof de Soja

Ingredientes:

150g de proteína texturizada de soja;
2 colheres de sopa de margarina;
1 cebola
2 dentes de alho
4 colheres de sopa de polpa de tomate
2 colheres de sopa de farinha de trigo
3 xícaras e meia de leite morno
Sal a gosto

Deixe a soja de molho em água morna por 30 minutos. Escorra-a e refogue-a em metade da margarina, juntamente com a cebola e o alho picados.

Acrescente a polpa de tomate e deixe cozinhar por 10 minutos. Separadamente, derreta o restante da margarina, acrescente a farinha de trigo e deixe alourar.

Regue com o leite, mexendo bem para não formar grumos. Misture tudo, tempere com sal e sirva com arroz aromático.

Pesquisadores ingleses desenvolveram um estudo que sugere que os homens são mais propensos a doenças cardíacas que as mulheres devido aos seus hormônios sexuais. Os cientistas observaram uma possível relação entre os hormônios estradiol, androstenediona, estrona e testosterona e três dos principais fatores de risco associados a doenças cardíacas: colesterol, pressão alta e peso.

De acordo com o estudo, o estradiol e esterona estariam relacionados com o alto nível de LDL, o chamado “mau colesterol”, e a níveis baixos de HDL ou “bom colesterol”. Dessa forma, esses hormônios podem servir como indicadores dessas doenças muito antes de qualquer sinal de derrame ou doença arterial coronária.

Os pesquisadores afirmam que novas pesquisas são necessárias para explicar essa relação.

Campanha com iniciativa de entidades não-governamentais pretende chamar atenção da sociedade para um dos cânceres mais comuns, desconhecidos e preveníveis.

No próximo dia 19, o Brasil e diversos países da América Latina estarão engajados numa campanha internacional de conscientização do câncer de intestino. Serão cinco capitais brasileiras mobilizadas em torno da educação sobre prevenção, detecção precoce e tratamento do quarto tipo de câncer mais comum no mundo, porém, ainda pouco conhecido devido à desinformação, preconceito e muito tabu.

A campanha é uma realização das ONG´s ABRAPRECI (Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino) e a ABCâncer (Associação Brasileira do Câncer), e tem o apoio do Laboratório Roche.

Para mais informações sobre a campanha e a doença: www.revistafator.com.br


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem liberar as pesquisas com células-tronco embrionárias, confirmando a constitucionalidade da Lei de Biossegurança. Entre os cenários mais prováveis, o placar da votação conta com seis ou sete votos favoráveis ao tema, no total de 11. A dúvida que paira, porém, é relativa à realização do julgamento, marcado para esta quarta-feira: um pedido de vistas do processo por parte do ministro Carlos Alberto Menezes Direito pode adiar a sessão decisiva no Supremo.

Segundo sondagem da Agência Estado entre os ministros, devem defender a liberação das pesquisas Carlos Ayres Britto, relator do processo, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie. A posição da ministra Cármen Lúcia ainda é incerta, mas pendendo para o lado da liberação.

Entre os ministros que devem votar contra as pesquisas, estão os ministros Direito, Cezar Peluso e Eros Grau. O voto de Ricardo Lewandowski também é desconhecido, pendendo, porém, para a vedação dos estudos. Esse grupo acataria, assim, a ação de inconstitucionalidade proposta pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles.

O ministro-chefe da Advocacia Geral da União, José Antonio Toffoli, revelou nesta quarta-feira convicção de que a decisão do Supremo trará uma série de implicações jurídicas para o país. Ele diz ver com naturalidade a atuação da Igreja no caso, que pede a proibição da pesquisa. “O estado, no entanto, tem outra postura, que é a questão de ética prática”, julga.

Um estudo conduzido na Grã-Bretanha concluiu que a última geração de antidepressivos é pouco eficaz no tratamento da maioria dos pacientes. Os pesquisadores, da Universidade de Hull, argumentam que os medicamentos “ajudam apenas um pequeno grupo de pessoas que sofrem de depressão severa”. A equipe de especialistas, cujo estudo foi publicado na revista especializada PloS Medicine, revisou os dados de 47 testes clínicos.

Os cientistas se concentraram nos medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptura de Serotonina (ISRS), que atuam aumentando o nível da serotonina no cérebro, um hormônio que controla o humor.

Entre os remédios examinados estavam o Prozac, Seroxat e Efexor, todos eles amplamente receitados na Grã-Bretanha.
Os pesquisadores descobriram que os efeitos positivos das drogas em pacientes com depressão profunda foram “relativamente pequenos”.

O coordenador da pesquisa, Irving Kirsch, afirmou que a diferença entre os pacientes que tomaram placebo e os que tomaram remédios para combater o mal “não foi muito grande”.

“Isso significa que pessoas com depressão podem melhorar sem tratamentos químicos”, disse o pesquisador.

Um novo medicamento poderá ajudar aos alcoólatras na luta contra a dependência, reduzindo a sensação de abstinência provocada em situações estressantes, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pelo site Science Express, a versão on-line da revista Science.
A pesquisa, feita pelo Instituto Nacional sobre o abuso de álcool e alcoolismo dos Estados Unidos, é baseada em um tratamento que age na zona do cérebro onde se situa o receptor neuroquinina 1, que controla as respostas em situações de estresse. O medicamento já foi aprovado anteriormente por seus efeitos sobre a ansiedade, mas não foi comercializado porque os resultados foram pouco conclusivos.
Os testes foram feitos em cinqüenta pacientes hospitalizados em processo de desintoxicação. Metade deles recebeu um placebo, enquanto os outros o medicamento real. A síndrome de abstinência diminuiu em todos os pacientes, mas de forma mais acentuada nos que tomaram o medicamento.
Os resultados do estudo mostram que “as melhorias observadas são próprias do processo mental ligado ao alcoolismo”, indicam os autores.
A falta de álcool é um fator de depressão e sensibilidade acentuada em relação às situações de estresse, e esse último representa um fator maior na persistência do “círculo vicioso” do alcoolismo, afirma Markus Heilig, que coordenou o curso.

Levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo com 582 fumantes verificou que 60,3% deles consomem pelo menos dois maços de cigarro por dia e são considerados fumantes pesados. Uma parcela de 22,5% do total disse consumir até um maço por dia e outros 14,2%, menos de um maço diariamente.
A pesquisa foi feita na região central da cidade, no ano passado, durante ações de orientação e prevenção contra o consumo do tabaco. Na abordagem, foi medido, com a ajuda de um aparelho, o nível de monóxido de carbono do ar expirado pelos fumantes. A taxa normal, segundo a secretaria, é de 3, mas alguns apresentaram um nível de até 20, mais de seis vezes o índice ideal.

De acordo com Luizemir Lago, coordenadora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) da secretaria, quanto mais monóxido de carbono no ar expirado, menos oxigênio. Isso também ocorre na corrente sangüínea. “O sangue dessas pessoas em geral é mais espesso e escuro que o normal”.
O dado é preocupante, pois essas pessoas estão sujeitas a diversos problemas de saúde como derrame, problemas respiratórios e cardíacos. Ainda segundo a coordenadora, não só os fumantes pesados correm riscos de ter essas doenças. Não existe grau de consumo seguro para o cigarro. Meio por dia já faz mal, a nicotina contida no cigarro tem o poder de transformar células saudáveis em cancerígenas.

Parar de fumar

Os maiores interessados em parar de fumar são as pessoas na faixa etária entre 45 e 49 anos. Os jovens, entre 20 e 24 anos, são a minoria entre os que demonstraram interesse em parar. “Os jovens como não sentem nada acham que o cigarro não lhe faz mal. Os mais velhos já relatam sentir alguns problemas”, comentou Luizemir.

Após responder a pesquisa, as pessoas que diziam ter vontade de parar de fumar eram orientadas a procurar um serviço de saúde pública estadual ou municipal. A secretaria, no entanto, não checou se os entrevistados realmente procuraram um serviço de saúde porque não era preciso se identificar para participar da pesquisa. No entanto, segundo a coordenadora, uma abordagem desse tipo pode conseguir que até 13% das pessoas parem de fumar.

Um estudo realizado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) revelou que apenas 53% dos 92.580 médicos que atuam no Estado têm algum tipo de especialização médica (como ginecologia, cardiologia ou oftalmologia). O restante trabalha apenas com a graduação normal de seis anos em medicina, o que fornece uma “formação generalista”, segundo o presidente do órgão, Henrique Carlos Gonçalves.

O estudo foi realizado com base em três bancos de dados diferentes: o do próprio Cremesp; o da CNRM (Conselho Nacional de Residência Médica) e os dados das sociedades de cada especialidade.

“O médico, pela lei, pode atuar em qualquer área, em todas as especialidades, desde que tenha terminado a graduação. O Cremesp atua apenas como um cartório e só carimba o diploma”, diz Gonçalves. “O número é preocupante, o ideal seria de 100%”, completa.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou nesta sexta-feira a confirmação de mais um caso de febre amarela no Estado. É a terceira pessoa a contrair a doença fora de Minas –uma delas morreu.

De acordo com o governo, um homem de 27 anos, morador de Pouso Alegre, esteve no município de Catalão, em Goiás, entre os dias 15 e 17 de janeiro. No dia 21, já de vota a Minas, sentiu os primeiros sintomas da doença.

O rapaz, que estava internado em Pouso Alegre, recebeu alta na manhã de quinta-feira (07). O paciente, que não era vacinado, estava hospitalizado desde o dia 3 de fevereiro. Em Pouso Alegre, não há focos do mosquito Aedes aegypti –transmissor da febre– o que significa que os riscos de transmissão da doença são remotos, de acordo com o governo.

A secretaria realizou uma busca na região onde o rapaz mora para identificar pessoas que não foram vacinadas contra a doença.

O primeiro caso confirmado da doença ocorreu em Uberlândia, com a morte de um homem de 24 anos, que morreu em janeiro. Ele também contraiu a doença na zona rural de Goiás.

A confirmação do segundo caso, também importado, foi de um homem de 44 anos, residente em Vespasiano. O paciente esteve na zona rural do município de Marzagão, interior de Goiás, na primeira quinzena de janeiro, onde foi infectado.

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